Cruzeiro sai na frente, leva o empate do Flamengo e deixa a vaga para o Maracanã
Golaço de Arroyo abriu o placar no Mineirão, Paquetá empatou no segundo tempo e a decisão das oitavas da Libertadores fica para a próxima quarta, no Rio

O Cruzeiro empatou em 1 a 1 com o Flamengo na noite desta quarta-feira, no Mineirão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Foram 60.046 torcedores no estádio, o maior público do Gigante da Pampulha em 2026, e quem estava lá saiu com a sensação de que ainda há muito chão pela frente: a vaga nas quartas só será definida na próxima quarta-feira, dia 19, às 21h30, no Maracanã.


O gol celeste nasceu de um lance de pura categoria. Logo aos sete minutos do segundo tempo, o equatoriano Keny Arroyo recebeu pelo lado direito, na entrada da área, passou pela marcação de Samuel Lino com um drible curto e bateu firme, no canto, sem chance para o goleiro Rossi. Foi a resposta de um jogador que vinha sendo cobrado e que reencontrou o caminho do gol justamente na noite mais barulhenta do ano no Mineirão.

A alegria durou pouco mais de dez minutos. Aos 21 da etapa final, Ayrton Lucas cruzou da esquerda, a bola sobrou dentro da área depois de uma cabeçada e Lucas Paquetá, que tinha entrado no decorrer do jogo, empurrou para as redes. O técnico Artur Jorge saiu incomodado com a falta marcada pelo árbitro argentino Yael Falcón Pérez na origem da jogada: "Eu estava na linha do lance, e eu e o bandeirinha não vimos falta", disse o português, que classificou o lance como teatro do adversário e lembrou que, em mata-mata, a distância entre 1 a 0 e 1 a 1 é enorme.

Entre os destaques da noite, um nome jovem tomou conta das estatísticas: o goleiro Otávio, de 20 anos e 228 dias, virou o arqueiro mais novo a começar um jogo de mata-mata da Libertadores desde 2010, quebrando uma marca que durava 16 anos. Ele fez quatro defesas, participou de 34 ações com a bola e sustentou a Raposa nos momentos em que o Flamengo apertou.
Artur Jorge também falou sobre Arroyo depois do apito final. Elogiou o autor do gol, dizendo que o atacante tem características muito fortes para a forma de jogar da equipe e que fez um belíssimo gol, mas foi direto ao criticar a irritação do equatoriano na hora da substituição e ao cobrar respeito pelas decisões da comissão técnica: "Não há ninguém mais importante que a equipe".
Agora a conta é simples e dura. No Maracanã, quem vencer avança às quartas de final da Libertadores, e novo empate leva a decisão para os pênaltis. O time mineiro entrou em campo nesta quarta sem o lateral Fágner e o volante Lucas Romero, ambos suspensos, e os dois ficam à disposição para o jogo da volta. Como resumiu o próprio treinador, o empate transformou o duelo do Rio em uma final em que não serve outro resultado que não seja a vitória.
Fonte: Itasat