Denúncia leva reportagem ao PSF do Jardim Floresta: há mosquitos, mas não pernilongos
Ouvinte relatou pernilongos na área de eletrocardiograma. No local, a reportagem encontrou insetos no teto, e o vigia da unidade aponta um matagal vizinho como possível origem.

Uma denúncia anônima levou a reportagem da Rádio Cultura ao PSF do Jardim Floresta, em Lavras, nesta quarta-feira (5). Uma ouvinte procurou a rádio para relatar a presença de pernilongos na área de eletrocardiograma do complexo de saúde, e o repórter Gabriel Dinali foi até o local verificar se a informação procedia.
No teto da unidade havia mesmo insetos pousados, visíveis a olho nu em vários pontos. Não eram pernilongos, e sim mosquitos pequenos, do tipo que costuma se juntar perto da iluminação. A reportagem também perguntou se poderiam ser mosquitos transmissores da dengue e foi informada de que não, e de que a unidade mantém o controle contra o Aedes aegypti.

No PSF, o repórter conversou com Erlon, vigia da unidade, que cumpre jornada das 6h às 18h. Ele contou que a presença dos insetos o preocupa pelo risco de doenças, ainda que os mosquitos encontrados não sejam os transmissores da dengue.
Erlon apontou um matagal nas proximidades do PSF como possível origem do problema. Segundo ele, é dessa área que vêm os mosquitos que se acumulam perto das luzes do prédio, sobretudo no fim da tarde.

Durante a passagem da reportagem, os insetos foram retirados do teto com uma vassoura.
A denúncia da ouvinte, portanto, não se confirmou no ponto principal: não havia pernilongos nem foco de dengue identificado na área de eletrocardiograma. O que a visita mostrou foi outra questão, apontada por quem trabalha no local todos os dias: a vegetação alta ao lado da unidade de saúde.