EXCLUSIVO: patrola tomba e pega fogo na MG-335, entre Lavras e Ijaci; motorista salta e sai ileso
Reportagem exclusiva da Rádio Cultura chegou à rodovia com a máquina ainda em chamas e entrevistou no local o Sargento Cassiano, do Corpo de Bombeiros; cinco militares controlaram o fogo e impediram que ele avançasse sobre a área de mata
Uma patrola, máquina pesada usada em terraplanagem, tombou e pegou fogo na manhã desta quinta-feira (6) às margens da MG-335, rodovia que liga Lavras a Ijaci. O acidente aconteceu na subida conhecida como Camargo Corrêa, nas proximidades da fábrica de cimento. O motorista saltou da máquina antes que ela descesse a ribanceira e não sofreu ferimentos.
Reportagem exclusiva da Rádio Cultura de Lavras. A equipe do portal chegou à MG-335 com a patrola ainda em chamas, acompanhou o combate ao incêndio do começo ao fim e entrevistou no local o Sargento Cassiano, do Corpo de Bombeiros, que comandou a operação. As imagens, o vídeo e os relatos publicados abaixo são da reportagem da própria emissora.
O fogo tomou a máquina no fundo do barranco e se espalhou pela vegetação seca no entorno, o que mobilizou o Corpo de Bombeiros de Lavras. Cinco militares, comandados pelo Sargento Cassiano, trabalharam na ocorrência até controlar as chamas e impedir que o incêndio avançasse sobre uma área de mata. Segundo a apuração da Rádio Cultura, a máquina pertence a uma empresa de Lavras.

O que o motorista contou aos bombeiros
O Sargento Cassiano comandou a operação e conversou com o motorista ainda no local. Foi ele quem explicou à Rádio Cultura como o acidente começou.
"Ele contou para nós que a máquina estava seguindo e aí ele percebeu um problema mecânico, parece que a máquina tinha fervido. Quando ele parou para verificar o que aconteceu, quando ele foi abrir a porta da cabine, a máquina começou a descer, e nesse momento ele já saltou dela, ele ainda estava em baixa velocidade. Ele falou que não se machucou, ficou bem", disse o sargento.
Sem ninguém aos comandos, a máquina desceu o barranco à margem da rodovia, veio tombando e parou lá embaixo, onde pegou fogo.
Chamas altas e o risco de o fogo entrar na mata
Quando as equipes chegaram, o incêndio ainda estava no auge.
"Nós chegamos aqui e ainda pegamos as chamas, as chamas muito altas ainda, ainda tinha muito material combustível queimando. E aí nós fizemos o combate, o resfriamento", relatou Cassiano.
O fogo também atingiu a vegetação em volta. Os bombeiros fizeram o resfriamento da área justamente para conter esse avanço, em um trecho de mata fechada e em pleno período de seca.
"Agora os militares estão fazendo o serviço de rescaldo, para eliminar as possibilidades de uma reignição", afirmou o sargento. O rescaldo é o procedimento que apaga os focos remanescentes e reduz o risco de o fogo voltar depois que a guarnição deixa o local.
Por que a fumaça era preta
A coluna de fumaça escura foi o que levou a equipe da Rádio Cultura até o local, a caminho de outra pauta em Ijaci. O sargento explicou a diferença.
"A fumaça de vegetação normalmente ela é mais branca. Ali saiu uma fumaça muito preta por conta do material combustível, do pneu. O pneu dessa máquina é muito grande, e aí demorou para consumir tudo, e o combate foi até um pouco demorado, justamente pela quantidade de material", disse.

O chamado veio como trator tombado
O acionamento chegou pelo 193 com uma informação diferente da que as equipes encontraram.
"O acionamento nosso foi feito via 193, caiu na nossa central, que despachou para o nosso pelotão. A informação que tinha inicialmente tratava de uma máquina agrícola, um trator, vamos dizer assim, que havia tombado, se incendiado, e ainda não se sabia sobre o motorista. Então nós deslocamos em código 3, que é com a sirene ligada, em duas viaturas, no caminhão e na nossa unidade de resgate, que é a nossa ambulância, para um eventual resgate do motorista, caso fosse necessário", contou o sargento.
Motorista passa bem
Como não se sabia o estado do condutor no momento do chamado, a ambulância saiu junto. No local, o motorista estava consciente e sem ferimentos, acompanhado por colegas de trabalho.
"Ele está bem, ele está tranquilo. Com certeza na hora foi um susto, deve ter tomado um susto enorme, mas agora ele está tranquilo. Chegaram uns colegas da empresa para prestar apoio para ele também. Realmente falou que não se machucou, e que deu tudo certinho, apenas o dano do material mesmo", disse Cassiano.
Para o sargento, a decisão de pular da cabine foi o que separou o acidente de um desfecho muito pior.
"Considerando esse local, com esse terreno acidentado dessa forma, a dinâmica que essa máquina desceu, da pista lá em cima até onde ela parou lá embaixo, com certeza poderia ter sido muito trágico aqui", avaliou.

Esta é uma reportagem exclusiva da Rádio Cultura de Lavras. A equipe acompanhou a ocorrência ao vivo, direto da MG-335, com o repórter Frederico Mesquita e o cinegrafista André Rocha. A entrevista com o Corpo de Bombeiros foi feita no local, durante o rescaldo.