Servidora da Prefeitura de Três Pontas é presa suspeita de desviar dinheiro público
Mulher de 31 anos foi detida em operação da Polícia Civil realizada em Varginha, e a Justiça determinou o sequestro de três veículos ligados à investigação.

Uma servidora efetiva da Prefeitura de Três Pontas foi presa preventivamente durante uma operação da Polícia Civil realizada em Varginha. A mulher, de 31 anos, é investigada sob suspeita de envolvimento no desvio de recursos dos cofres municipais.

Segundo as informações divulgadas, a investigada é suspeita da prática dos crimes de peculato e de inserção de dados falsos em sistema de informações.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais apreenderam objetos considerados de valor. A Justiça também determinou o sequestro de três veículos que estariam relacionados à investigação. A medida busca impedir a transferência ou a ocultação de bens enquanto a origem do patrimônio é analisada.
Em nota, a Prefeitura de Três Pontas informou que os indícios de possíveis irregularidades foram identificados pela própria administração municipal durante uma auditoria interna. Após a constatação, o material teria sido encaminhado às autoridades responsáveis para que os fatos fossem investigados. A servidora já havia sido afastada de suas funções antes da prisão.
O município informou ainda que está colaborando com os órgãos de investigação e que poderá adotar outras providências administrativas conforme o avanço das apurações.
O valor total que pode ter sido retirado dos cofres públicos ainda não foi oficialmente divulgado. Os investigadores trabalham na análise de movimentações financeiras, documentos, registros eletrônicos e dos bens apreendidos durante a operação.
O processo tramita sob sigilo judicial. Por esse motivo, detalhes sobre o possível funcionamento do esquema, o período em que as irregularidades teriam ocorrido e a destinação dos recursos permanecem restritos às autoridades envolvidas.
A defesa da suspeita informou que ainda não teve acesso integral aos autos. Após analisar o processo, os advogados pretendem apresentar um pedido de liberdade à Justiça.
A prisão preventiva não representa condenação. A investigada tem assegurados o direito de defesa e a presunção de inocência enquanto o inquérito e o eventual processo criminal estiverem em andamento.