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EXCLUSIVO: Delegado detalha à Rádio Cultura como a filha confessou a morte da mãe em incêndio

Delegado Dr. Alexandre Boaventura contou à Rádio Cultura que a mulher apresentou duas versões: no primeiro interrogatório falou em morte natural e, diante das provas, confessou no segundo. Ela foi presa em Santo Antônio do Amparo e indiciada por homicídio qualificado.

Por Frederico Mesquita · 11/09/2026, 15:28
Direção Geral e de Jornalismo: Erlandson Araujo
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EXCLUSIVO: Delegado detalha à Rádio Cultura como a filha confessou a morte da mãe em incêndio

Uma entrevista exclusiva concedida à Rádio Cultura de Lavras 96.5 FM trouxe novos detalhes sobre a investigação da morte de Graça Maria Nogueira Silva, ocorrida em maio deste ano, em Boa Esperança. A filha da vítima, de 42 anos, é apontada pela Polícia Civil como responsável pelo crime e está presa.

O Delegado Dr. Alexandre Boaventura, responsável pela investigação, revelou que a mulher foi interrogada em duas oportunidades e apresentou versões diferentes sobre o que havia acontecido.

Na primeira versão, a morte teria sido natural

No primeiro interrogatório, segundo o delegado, ela alegou que a morte da mãe teria ocorrido por causas naturais. A investigação, porém, continuou. A Polícia Civil ouviu testemunhas, analisou laudos e reuniu elementos que passaram a indicar que o incêndio não havia sido acidental.

Ao todo, 15 pessoas foram ouvidas durante as apurações. Com o avanço do trabalho policial e o surgimento de provas que apontavam a filha como principal suspeita, ela foi chamada novamente para prestar esclarecimentos.

Foi nesse segundo interrogatório que veio a virada do caso. Diante dos depoimentos e das provas reunidas pelos investigadores, a mulher acabou confessando, conforme relatou o delegado à Rádio Cultura.

O incêndio parecia acidente no dia 12 de maio

Graça Maria morreu carbonizada no dia 12 de maio, dentro da residência onde vivia, na Rua Godofredo Moreira, no Centro de Boa Esperança. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50 e encontrou o corpo da vítima em um dos quartos, em meio aos escombros deixados pelo fogo.

No início não havia elementos claros que apontassem para um incêndio criminoso. Com o aprofundamento das investigações e das análises periciais, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que as chamas haviam sido provocadas de propósito.

Segundo a investigação, mãe e filha moravam juntas e existiam conflitos familiares envolvendo questões financeiras. Na manhã do crime, as duas teriam discutido depois que a mãe pediu que a filha deixasse a casa. Durante a discussão, Graça teria caído e ficado desacordada, aparentemente após bater a cabeça. A suspeita teria então ateado fogo no cômodo para tentar esconder o que havia acontecido e fazer a morte parecer resultado de um acidente.

Confessou, deixou a cidade e foi presa em Santo Antônio do Amparo

Mesmo após a confissão, a mulher não pôde ser presa imediatamente porque não havia mandado de prisão expedido contra ela e também não existia situação de flagrante. A Polícia Civil pediu então a prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça. Nesse intervalo, a investigada deixou Boa Esperança.

Durante as buscas, os policiais descobriram que ela havia passado por municípios da região, entre eles Perdões, Lavras e Bom Sucesso. Acabou localizada em Santo Antônio do Amparo, onde foi presa na quarta-feira (9), como o portal noticiou no dia 10 de setembro.

Ela passará a responder presa pelo crime hediondo que ela praticou aqui na nossa cidade contra a própria mãe.

Delegado Dr. Alexandre Boaventura, responsável pela investigação

A mulher foi indiciada por homicídio qualificado. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, responsável por analisar o oferecimento de denúncia à Justiça.

Após a prisão, a investigada foi encaminhada para Lavras, onde permanece detida. A previsão é de que seja posteriormente transferida para Três Corações.

Fontes: entrevista do Delegado Dr. Alexandre Boaventura à Rádio Cultura de Lavras; Polícia Civil de Minas Gerais.

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