Em sete segundos turnos, quem liderou o 1º venceu; em 2026, a vantagem é a menor da história
Flávio Bolsonaro saiu 1,87 ponto à frente de Lula; desde 1989, quem vence em Minas vence o Brasil
Desde a volta das eleições diretas, o Brasil teve sete segundos turnos para presidente. Em todos eles, quem terminou o primeiro turno na frente levou a faixa.
Foi assim com Fernando Collor em 1989, com Lula em 2002 e 2006, com Dilma Rousseff em 2010 e 2014, com Jair Bolsonaro em 2018 e de novo com Lula em 2022. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso venceu já no primeiro turno.
2026 tem a menor vantagem da série
Neste ano, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, e Lula (PT) com 45,16%. A diferença é de 1,87 ponto, a menor de todas as eleições com segundo turno desde 1989.
A maior vantagem foi a de 2002, quando Lula saiu 23,2 pontos à frente de José Serra. Em 2022, a vantagem de Lula no primeiro turno era de 5,2 pontos e caiu para 1,8 ponto no resultado final (50,90% a 49,10%).
Minas, o termômetro
Desde 1989, o candidato mais votado em Minas Gerais venceu a eleição presidencial. No primeiro turno deste ano, Minas deu 48,24% a Flávio e 43,33% a Lula. Em Lavras, o placar foi de 50,15% a 40,31%.
O que ainda está em jogo
Os outros candidatos somaram 7,81% dos votos válidos no primeiro turno. É esse eleitorado, junto com quem não foi votar, que decide o segundo turno.
Histórico é referência, não garantia.
A Grande Apuração da Rádio Cultura volta ao ar no dia 25 de outubro, ao vivo na 96.5 FM, no portal e nas redes.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votos válidos.
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